Entendendo as Cirurgias Minimamente Invasivas (MIGS) no Tratamento do Glaucoma

5/20/20262 min read

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O Que São as Cirurgias Minimamente Invasivas (MIGS)?

As cirurgias minimamente invasivas para o glaucoma, conhecidas como MIGS, surgiram como uma alternativa promissora nas intervenções oftalmológicas. Estas técnicas visam tratar a pressão intraocular elevada, característica do glaucoma, com menor dano tecidual e riscos associados. O objetivo principal das MIGS é proporcionar uma intervenção menos agressiva, especialmente em casos leves e moderados, onde a preservação da visão é fundamental.

Uma Nova Abordagem: O Glaucoma Intervencionista

Com a introdução das MIGS, o conceito de glaucoma intervencionista tomou forma. Hoje, os profissionais da saúde reconhecem a importância de realizar cirurgias precoces, em estágios iniciais da doença. Essa mudança de paradigma visa não apenas preservar a visão, mas também melhorar a qualidade de vida e o conforto do paciente. Antes da popularização das MIGS, as cirurgias tradicionalmente eram consideradas apenas para casos mais graves, o que muitas vezes resultava em intervenções tardias e maiores complicações.

Impacto e Benefícios das MIGS na Saúde Pública

Os benefícios das cirurgias minimamente invasivas vão além da técnica cirúrgica em si. Estudos recentes têm demonstrado que estas abordagens podem resultar em uma menor incidência de cegueira decorrente do glaucoma nos próximos anos. Com a diminuição da progressão da doença, espera-se que mais pessoas mantenham sua visão ao longo da vida.

Além disso, a eficácia das MIGS tem se mostrado promissora em relação ao custo-efetividade em saúde pública. O uso dessas técnicas resulta em uma diminuição nos gastos com colírios e uma redução do impacto social e previdenciário, visto que menos pacientes perdem a visão em idades economicamente ativas. Portanto, os investimentos em MIGS não são apenas benéficos para os pacientes, mas também sustentáveis para os sistemas de saúde.

E qual vantagem da cirurgia precoce frente aos colírios?

Com o envelhecimento da população, cada vez mais iremos ver pacientes usando colírios para glaucoma por décadas. Sabemos que os colírios, apesar de benéficos no tratamento da doença, tem seus efeitos colaterais, que podem ser até grave para os olhos. Esses efeitos vão de ceratites que deixam o paciente com sensação de areia nos olhos, sensação de olho seco, dor ocular em pontada e fotofobia, olho vermelho, mudança do formato e coloração ao redor dos olhos, até queixas mais graves como dor importante, baixa da visão pela perda da transparência corneana e reações pseudopenfigoides.

A intervenção cirúrgica precoce impactará muito na qualidade de vida futura desses pacientes, seja pela manutenção da visão, seja pela redução dos efeitos colaterais dos colírios.