Entenda o que é catarata, seus sintomas e como tratrar.
A catarata é a principal causa de cegueira no mundo e responsável pela cirurgia mais realizada no planeta Terra.
Dr. Jaime Martins
5/20/20263 min read


O que é Catarata?
A catarata é uma condição ocular caracterizada pela perda da qualidade óptica do cristalino — a lente natural dos nossos olhos. Durante muitos anos, o conceito mais difundido era de que a catarata representava apenas o “envelhecimento” do cristalino. Hoje entendemos que o mais importante não é apenas o envelhecimento em si, mas a perda da transparência e da capacidade óptica dessa lente natural.
Na prática, o cristalino saudável funciona como uma lente transparente e precisa, ajudando a focalizar as imagens na retina. Com o passar do tempo, ele sofre alterações estruturais que reduzem sua transparência e qualidade visual. O resultado é uma visão progressivamente mais embaçada, opaca e com pior qualidade.
Catarata faz parte do envelhecimento natural
A principal causa da catarata é o envelhecimento. Após os 50–60 anos, praticamente todas as pessoas começam a apresentar algum grau de alteração no cristalino. Isso significa que a catarata não é exatamente uma exceção, mas sim parte do processo natural de envelhecimento ocular.
Muitos pacientes acreditam que catarata é apenas “uma pele no olho”, mas isso não é verdade. A catarata ocorre dentro do olho, no cristalino, e pode evoluir lentamente ao longo dos anos.
Os sintomas mais comuns incluem:
Visão embaçada
Sensação de visão “amarelada”
Dificuldade para dirigir à noite
Halos e brilho excessivo nas luzes
Necessidade frequente de trocar os óculos
Redução da nitidez e da qualidade da imagem
Catarata também pode ocorrer em pessoas jovens
Embora o envelhecimento seja a principal causa, a catarata também pode surgir por outros motivos, como:
Diabetes e outras doenças sistêmicas
Uso prolongado de corticoides
Traumas oculares
Inflamações intraoculares
Exposição excessiva à radiação ultravioleta
Catarata congênita (presente desde o nascimento)
Nestes casos, ela pode surgir mais precocemente, inclusive em pacientes jovens.
O tratamento da catarata é cirúrgico
Não existem colírios, vitaminas ou exercícios capazes de reverter uma catarata já instalada. O único tratamento efetivo é a cirurgia.
A cirurgia de catarata é atualmente o procedimento cirúrgico mais realizado no mundo e apresenta índices de sucesso extremamente elevados quando bem indicada e executada.
O procedimento consiste na remoção do cristalino opaco e sua substituição por uma lente intraocular artificial.
Hoje, a técnica mais moderna é a facoemulsificação, realizada através de microincisões, com recuperação visual rápida e alto grau de segurança.
A cirurgia de catarata evoluiu muito
Antigamente, a cirurgia era realizada com cortes grandes, necessidade de pontos e recuperação lenta. Além disso, os pacientes frequentemente continuavam dependentes de óculos grossos após o procedimento.
Nas últimas décadas, houve uma verdadeira revolução tecnológica:
Microincisões
Equipamentos ultramodernos
Sistemas avançados de cálculo da lente
Cirurgias mais seguras e precisas
Recuperação muito mais rápida
Resultados visuais superiores
Hoje, muitos pacientes retomam suas atividades em poucos dias após a cirurgia.
A cirurgia moderna vai além de tratar a catarata
Com o avanço das lentes intraoculares de alta tecnologia, a cirurgia de catarata deixou de ser apenas um tratamento para uma doença.
Atualmente, também entendemos o procedimento como uma cirurgia refrativa intraocular.
Isso significa que, além de remover a catarata, podemos corrigir erros de grau como:
Miopia
Hipermetropia
Astigmatismo
Presbiopia (“vista cansada”)
As lentes premium modernas — como lentes tóricas, asféricas, EDOF e trifocais — permitem reduzir significativamente a dependência dos óculos em muitos pacientes.
Dessa forma, a cirurgia moderna de catarata busca não apenas devolver transparência ao olho, mas também melhorar a qualidade visual, a independência dos óculos e a qualidade de vida do paciente.
Quando é o momento ideal para operar?
O melhor momento para operar não depende apenas da “quantidade” de catarata, mas principalmente do impacto na qualidade de vida do paciente.
Se a catarata começa a atrapalhar atividades do dia a dia — como dirigir, ler, trabalhar ou enxergar com qualidade — já pode existir indicação cirúrgica.
Quanto mais individualizado e planejado for o procedimento, melhores tendem a ser os resultados visuais e refrativos.

