Entenda o que é glaucoma e seus principais sintomas

O glaucoma é uma neuropatia óptica que pode levar à cegueira irreversível. Nossas principais armas continuam sendo a prevenção e o diagnóstico precoce.

Dr. Jaime Martins

5/29/20243 min read

O que é Glaucoma?
Entenda por que essa doença merece atenção e como o diagnóstico precoce pode salvar a visão

O glaucoma é uma doença que danifica o nervo óptico — estrutura responsável por levar as imagens dos olhos até o cérebro. Na maioria dos casos, esse dano acontece de forma lenta e silenciosa, podendo levar à perda permanente da visão quando não tratado adequadamente.

O grande problema é que o glaucoma costuma evoluir sem sintomas nas fases iniciais. Muitas pessoas enxergam normalmente e acreditam que seus olhos estão saudáveis, enquanto a doença já está causando danos irreversíveis.

Por isso, o glaucoma é considerado uma das principais causas de cegueira no mundo.

Por que devemos nos preocupar com o glaucoma?

Porque a perda visual causada pelo glaucoma não pode ser recuperada.

Diferente de um grau de óculos ou de uma catarata, em que a visão pode melhorar com tratamento, o dano do glaucoma é definitivo. O tratamento existe justamente para impedir que a doença continue avançando.

Outro ponto importante é que muitas pessoas só descobrem o glaucoma em fases avançadas, quando parte significativa da visão já foi perdida.

Em alguns casos, o paciente acredita estar enxergando bem porque a visão central ainda está preservada, mas o campo visual periférico já está bastante comprometido.

O que causa o glaucoma?

Na maioria dos casos, o glaucoma está relacionado ao aumento da pressão intraocular. Essa pressão elevada agride lentamente o nervo óptico.

Mas atenção:
é possível ter glaucoma mesmo com pressão ocular aparentemente normal.

Por isso, medir apenas a pressão do olho não é suficiente para afastar a doença. Uma avaliação oftalmológica completa é fundamental.

Quais são os principais fatores de risco?

Algumas pessoas têm maior chance de desenvolver glaucoma:

  • Idade acima de 40 anos

  • Histórico familiar de glaucoma

  • Pressão ocular elevada

  • Miopia alta

  • Diabetes

  • Hipertensão arterial

  • Uso prolongado de corticoides

  • Pessoas negras possuem maior risco para algumas formas da doença

Quem possui esses fatores deve realizar acompanhamento oftalmológico regular.

Quais são os sinais e sintomas?

Na maioria dos casos: nenhum sintoma

O glaucoma mais comum, chamado glaucoma crônico de ângulo aberto, normalmente não causa dor, vermelhidão ou perda súbita da visão no início.

A doença vai reduzindo lentamente o campo visual periférico. Muitas vezes, o paciente só percebe quando o dano já está avançado.

Por que o diagnóstico precoce é tão importante?

Porque o glaucoma pode ser controlado quando descoberto cedo.

Quanto mais precoce o diagnóstico:

  • maior a chance de preservar a visão;

  • menor o risco de perda visual importante;

  • mais simples tende a ser o tratamento.

Hoje existem diversas formas de tratamento, incluindo:

  • colírios;

  • laser;

  • cirurgias minimamente invasivas;

  • cirurgias tradicionais nos casos mais avançados.

O objetivo é controlar a doença e proteger o nervo óptico ao longo da vida.

Existe cura?

O glaucoma não tem cura, mas tem controle.

Com acompanhamento adequado e tratamento correto, a maioria dos pacientes consegue manter boa visão e qualidade de vida por muitos anos.

O mais importante é entender que o tratamento não deve ser abandonado, mesmo quando a visão parece normal e a pressão está controlada.

Quando devo procurar um oftalmologista?

Toda pessoa acima dos 40 anos deve realizar avaliação oftalmológica periódica, mesmo sem sintomas. Mas em todas as idades devemos ir ao oftalmologista pelo menos uma vez por ano.

Quem possui casos de glaucoma na família deve iniciar o acompanhamento ainda mais cedo.

Esperar sintomas aparecerem pode significar descobrir a doença tarde demais.

Conclusão

O glaucoma é uma doença silenciosa, progressiva e potencialmente grave. Justamente por não causar sintomas no início, o diagnóstico precoce é a melhor forma de evitar perda visual permanente.

Consultar regularmente um médico oftalmologista pode fazer toda a diferença para preservar sua visão ao longo da vida.